JOÃO EDUARDO RODRIGUES: Segurança não deve insistir nas condições quando as causas são os comportamentos

04 abril 2017
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Author :   João Eduardo Rodrigues (Diretor de saúde e segurança no trabalho da SONAE)
Citar ENTREVISTA: Gomes Augusto, N. (2014). Segurança não deve insistir nas condições quando as causas são os comportamentos - Entrevista a João Eduardo Rodrigues, Revista Segurança Comportamental, 8, 20-25. Entrevista: Natividade Gomes Augusto | Jornalista: Sandra Sousa | Fotógrafo: Daniel Viana Martins

A segurança não deve insistir nas condições quando as causas são os comportamentos. A segurança comportamental é um tema que poucos dominam e a maioria das empresas não a abordam de forma correta.

João Eduardo Rodrigues é engenheiro agroindustrial, especializado em segurança, higiene e saúde no trabalho. Possui mais de 15 anos de experiência nesta área, é diretor de saúde e segurança no trabalho da SONAE, desde março de 2012. João Eduardo Rodrigues diz à revista segurança comportamental que “(…) a cultura existente [portuguesa], de uma forma geral, não potencia o desenvolvimento da cultura de segurança”. Enumera vários aspetos importantes que promovem a cultura de segurança “(…) aos poucos, já se começa a ver isso, não tanto no sistema formativo, mas na participação das crianças, (…) em simulacros nas escolas (…)”. As “(…) empresas multinacionais que entram no nosso país, ou seja, elas trazem boas práticas, trazem metodologias muito interessantes (…) empresas prestadoras de serviços, que gravitam à sua volta, acabam por adotar esses requisitos e práticas.” Afirma também a importância do “(…) estilo de gestão e (…) envolvência das hierarquias de topo é fundamental”. O feedback é uma das ferramentas que cria e estimula comportamentos seguros “(…) quando dado de uma forma imediata, sistemática e coerente, identificando não só qual o comportamento desviante, mas também identificando qual o comportamento alternativo”. 

[Revista Segurança Comportamental]
A segurança e saúde no trabalho é um pilar para o negócio. Como considera que os países percepcionam esta ideia?
[João Eduardo Rodrigues]
Não podendo fazer comparações ao nível da SONAE internacional, uma vez que é uma realidade com a qual não temos grande contacto, aquilo que, pela minha experiência profissional tenho conseguido verificar, é que, esta visão da cultura de segurança nos diferentes países, merece uma abordagem de continente para continente e de realidade para realidade. Aliás, como qualquer área social, ambiental, científica, política, etc.
Se estivermos a falar num continente como o norte-americano, países como os Estados Unidos ou o Canadá, ou em países do norte da Europa, nomeadamente os Escandinavos, sabemos que estes valorizam, de forma muito mais significativa os aspetos relacionados com a saúde e segurança no trabalho. São países que, desde muito cedo, trabalham estas questões da segurança, tendo-as bem interiorizadas, constituindo um comportamento natural do seu dia-a-dia. Nos países mais a Sul, com uma cultura mais latina, já existem diferenças, por vezes significativas, uma vez que a segurança ainda não é abordada de forma tão intrínseca.
Porém, tem vindo a verificar-se uma evolução nesse sentido, caminhando-se para uma postura que vê e entende a segurança e saúde no trabalho, não só como uma obrigatoriedade legal, mas uma área importante, que traz benefícios, a todos os níveis da organização, com grande impacto ao nível da própria gestão.
[RSC]
E a nível de segurança comportamental, ou seja, a gestão da segurança baseada em comportamentos, acha que a visão é mais heterogénea? Como é que Portugal vê isso? E os outros países?
[JER]
Mais uma vez é necessário fazer-se uma distinção como a que fiz anteriormente. Há algum tempo atrás, tive a oportunidade de desenvolver um programa de segurança comportamental em vários países. Como gestor de projeto desse programa, tinha um rol de países muito variado, desde o Norte da Europa, como é o caso da Dinamarca, Suécia e Noruega, até países como Marrocos e Egito. Claramente, que há uma diferença significativa no tipo de abordagem que estes países apresentam. No entanto e de uma forma geral, onde se inclui também Portugal, tem havido uma evolução bastante positiva, apesar de ter consciência que, a este nível, ainda há um longo caminho a percorrer.
Olhando agora para a nossa realidade, a realidade Portuguesa, apesar de se ter ouvido falar de atos inseguros, na minha opinião, acho que nunca se chegou a analisar o tema “comportamentos ou atos inseguros”, na sua verdadeira essência. Ou seja, acho que o focus principal tem-se centrado nas condições perigosas, deixando-se sempre para segundo plano, a questão comportamental, sendo esta a questão fundamental. Hoje em dia, se analisarmos as causas dos acidentes, podemos dizer com convicção que, mais de 90% das mesmas estão relacionadas com comportamentos inseguros.
A meu entender, olhar para as condições inseguras, quando as causas principais são os comportamentos, é enfiar a “cabeça na areia”. Claramente, é aí que temos de incidir e questionar um pouco mais, porque existem atos não aceitáveis no cumprimento de procedimentos, na utilização de equipamentos de proteção individual, havendo até situações de negligência grosseira. Porque é que situações como estas estão continuamente na origem dos acidentes? Há sempre um fator ativador para este tipo de comportamento ocorrer, o qual, posteriormente, irá originar uma consequência.
Considero que devemos, claramente, começar a analisar este tema de uma forma muito mais profunda e muito mais cuidada. Estes comportamentos vão continuar a existir se não forem travados, se não forem controlados e trabalhados. A forma de o fazer, a maioria desconhece. Não considero que seja apenas através da formação dita tradicional, apesar de que essa se deva manter, porque tem o seu nível de importância e o seu impacto. Considero sim, que o caminho deverá passar por providenciar constantes feedback’s a quem promove e realiza estes comportamentos. Considero que o feedback é uma ferramenta motivacional importante, a qual tem uma força e um impacto muito grande no indivíduo, como forma de evitar que o comportamento inseguro seja repetido. O feedback quando fornecido de uma forma imediata, sistemática e coerente, identificando não só qual o comportamento desviante, mas também identificando qual o comportamento alternativo, constitui uma forma de incentivar e de direcionar o indivíduo para o comportamento seguro. Acho que só assim, só através deste tipo de abordagem, é que se conseguirá alterar os comportamentos.
[RSC]
Então em Portugal, considera que as pessoas desconhecem o que é segurança comportamental?
[JER]
Não diria que desconhecem, mas que temos uma noção ainda muito embrionária sobre o tema, sim. Infelizmente são muito poucas as empresas que abordam este tema, de uma forma correta, por variadíssimas razões, levando-me a constatar que ainda há um longo caminho a percorrer.
[RSC]
E nos outros países?
[JER]
Mantendo a mesma coerência de pensamento, em países como América do Norte, Estados Unidos e Canada, e países do Norte da Europa, já se sente e visualiza mais a construção de uma cultura de segurança, também e sobretudo ao nível comportamental. Cultura de segurança, comportamento de segurança é aquilo que fazemos de uma forma intuitiva, por exemplo quando entramos no carro e colocamos o cinto de segurança, quase sem dar por isso.
Como também já referi, outros países, até por questões culturais, ainda se encontram longe deste tipo de postura, continuando a considerar que ainda há um longo caminho a percorrer nesta área tão específica.
Contudo, reforço novamente a importância do feedback. Como costumo dizer, o feedback é gratuito, não tem custos em realizá-lo e em transmiti-lo. É uma arma fortíssima, uma ferramenta que devia ser mais utilizada, como forma de tentarmos alterar e melhorar comportamentos.
[RSC]
Sabemos que a SONAE aderiu fortemente à campanha “locais de trabalho seguros e saudáveis” de 2012 e 2013, sobre liderança e participação dos trabalhadores. Existiram razões particulares para esta adesão?
[JER]
Antes de falar das razões que nos levam a participar, que também as há, gostava de falar da importância deste tipo de campanhas.
Sendo campanhas de índole internacional, torna-se muito importante a participação de empresas portuguesas, uma vez que contribui para o desenvolvimento desta área no nosso país, dando-nos também alguma visibilidade para o exterior, permitindo mostrar lá fora, o que se faz no nosso país a este nível. Por outro lado, é uma forma de motivar as pessoas. E, como em tudo, as pessoas precisam de ser motivadas e integradas em novos desafios, em novos projetos.
Quanto à questão que me colocou, faz parte do “ADN” da SONAE participar neste tipo de campanhas. Já o faz em parceria com a ACT (Autoridade para as Condições do Trabalho), há muito tempo e com a EU-OSHA (Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho), desde há alguns anos a esta parte. Uma outra razão prende-se com o facto de que, ao participarmos neste tipo de campanhas, também é um momento que nos permite olhar para aquilo que fazemos, partilhando as boas práticas com o exterior. Não esquecendo também a influencia do exterior, a troca de informação de fora para dentro, que nos permite enriquecer o nosso conhecimento nesta área, “empurrando-nos” para fazer cada vez mais e melhor.
[RSC]
Que obstáculos é que enfrentaram?
[JER]
Eu trocaria a palavra obstáctulos por entraves. Nós não encontrámos propriamente obstáculos, mas sim pequenos constrangimentos e dificuldades, as quais se prendem fundamentalmente com o colocar, de uma forma sistemática e diária, o tema saúde e segurança na agenda das operações, de algumas das operações. Porém, este até foi facilmente ultrapassável, a partir do momento em que conseguimos demonstrar quais os benefícios deste tema na agenda diária de todos nós, de toda a organização.
[RSC]
De que forma fizeram essas sensibilizações?
[JER]
Acabou por não ser necessário haver uma explicação formal do tema, nem uma imposição propriamente dita. Felizmente, foi suficiente mantermos um discurso coerente, baseado no pressuposto de que trabalhar esta temática, da segurança e saúde no trabalho, é um investimento a todos os níveis. Trabalhar na prevenção é um investimento que mais tarde irá trazer seguramente benefícios a toda a organização.
A SONAE, na sua estrutura, tem muitos colaboradores que não são resistentes a esta temática, o que nos facilita também todo este processo de sensibilização diária. Outros, que já apresentam alguma resistência, acabam por ser facilmente sensibilizados, integrando este princípio fundamental.
[RSC]
Os vossos “animadores” de segurança tiveram um papel importante?
[JER]
Sim, tiveram esse papel. Tanto os animadores de segurança, como a própria gestão de cada uma das lojas, têm essa constante preocupação. Obviamente que, por vezes, estão focalizados noutras áreas, inerentes à própria atividade e aos objetivos impostos, como é o caso das vendas, sendo necessário “um chamar à terra”, lembrando que este é um tema que deve ser tido em conta, continuamente, independentemente das pressões associadas a vendas e a resultados diretos.
Os animadores de segurança têm um papel muito importante neste sentido, uma vez que é uma forma de envolvermos os colaboradores em todo este processo. E esta envolvência é essencial para a aceitação e integração deste tema na restante equipa.
[RSC]
Sentiu que a cultura da população portuguesa foi um entrave para o envolvimento e o compromisso?
[JER]
A cultura de segurança da população portuguesa está alinhada com o estado de desenvolvimento do país. Por isso, considero que a cultura existente, de uma forma geral, não potencia o desenvolvimento da cultura de segurança.
Podia estar mais desenvolvida, mas acho que isto é muito estruturante. Mas chegaremos lá!
[RSC]
E comparativamente com os restantes países?
[JER]
Se falarmos numa óptica de países mais localizados a Sul, a cultura de segurança portuguesa, está bem posicionada, embora haja ainda algum caminho a percorrer.
Devido ao quadro legislativo existente, tem-se melhorado bastante, ou seja, uma legislação mais apertada, mais exigente, faz com que tenhamos evoluído. Tem-se verificado, também, uma evolução das empresas portuguesas nesta área, onde destaco a intervenção das autoridades, como a ACT e a EU-OSHA. Existem muitas empresas portuguesas com bons exemplos de boas práticas e, muitas delas, levam consigo essas práticas, quando se internacionalizam. Ou seja, estamos a transportar boas práticas existentes em Portugal para países onde o nível de desempenho, em termos de segurança é baixo, estou a lembrar-me por exemplo do caso de Angola.
Outro aspeto que queria destacar em relação à questão da cultura de segurança portuguesa, está relacionado com as empresas multinacionais que entram no nosso país, ou seja, elas trazem boas práticas, trazem metodologias muito interessantes. Temos muitas empresas prestadoras de serviços, que gravitam à sua volta, e que acabam por adotar esses requisitos e práticas, constituindo um impulso à própria evolução.
Em certos países europeus, destacando-se, mais uma vez, o norte da Europa, há uma vantagem determinante: desde cedo, no próprio sistema educativo, estas questões de segurança são abordadas naturalmente, ou seja, começa a falar-se e a vivenciar-se as questões de segurança, ainda durante a infância. Isso é estruturante no desenvolvimento de comportamentos seguros. Desta forma, a cultura de segurança é um tema que acompanha o indivíduo desde os primeiros anos da sua formação humana, fazendo toda a diferença, no seu comportamento e na sua vida adulta. No meu entender, isso contribui significativamente para se interiorizar, desde cedo, uma cultura de segurança.
Em Portugal, aos poucos, já se começa a ver isso, não tanto no sistema formativo, mas na participação das crianças, por exemplo, em simulacros nas escolas, onde lhes é permitido ter algum contacto com o tema saúde e segurança.
[RSC]
Como considera a visão dos empresários relativamente a estas questões?
[JER]
Acho que não podemos falar do tecido empresarial português como um todo, acho que há empresas, uma percentagem significativa de empresas, que ainda considera a segurança como uma obrigatoriedade, onde se olha mais afincadamente para os seus custos do que para os seus ganhos.
Por outro lado, existem outras empresas, numa percentagem possivelmente mais reduzida, que já integra a segurança na sua própria política, vivendo a segurança numa perspetiva de melhoria contínua diária, olhando-a como um investimento a médio e longo prazo, que traz benefícios para a organização.
Algumas empresas já integram a segurança e saúde no trabalho como uma aposta, ao nível da sua própria sustentabilidade.
[RSC]
As grandes empresas já integram a segurança e a saúde no negócio, é isso?
[JER]
Sim, pela experiência que eu tenho entendo que sim, mas não devemos falar só de grandes empresas, em termos de dimensão. Haverá outras empresas, talvez mais pequenas que, face ao seu estilo de gestão, já entendem a segurança como um indicador importante de gestão, como uma área a ser levada em conta, para a sustentabilidade da própria organização. Também, provavelmente já se cruzaram com empresas de maior dimensão, onde os colaboradores não dão a importância que a segurança merece.
[RSC]
O que faz a diferença é a parte económica?
[JER]
Não, não. Tal como eu disse, o estilo de gestão e o próprio nível cultural de quem está à frente da organização. A envolvência das hierarquias de topo é fundamental.
[RSC]
Na sua opinião, como é que podemos convencer os empresários a chegarem a esse nível de consciência?
[JER]
Colocando-me no papel de um empresário, acho que seria importante falar através de números, falar numa abordagem mais quantitativa, uma vez que esta constitui a linguagem comum ao nível da gestão de topo. Tentar traduzir a importância da segurança, sempre que possível em números, em factos palpáveis, visíveis e objetivos, relacionando custos e benefícios, demonstrando a importância que a segurança tem numa organização, inclusive ao nível da gestão e no alcance dos objetivos da empresa. E depois, obviamente, salientar a questão humana, de preocupação constante com as condições dos colaboradores, com a sua saúde e a sua segurança.
[RSC]
E em relação ao Estado português, como avalia o seu desempenho nas questões de saúde e segurança de trabalho?
[JER]
Ao nível estatal, acho que se poderia fazer mais. O Estado não deve nem pode ter apenas um papel inspetivo, mas também e sobretudo um papel preventivo. É isso que se pretende para se conseguir evoluir e alcançar objetivos e metas comuns.
Não tenho noção se perante empresas mais pequenas, haverá apoio estatal ao nível da prevenção. No nosso caso particular, temos dimensão para trabalhar a prevenção, através dos nossos serviços internos, sem recorrer ao apoio do Estado. Nós recorremos ao apoio do Estado em parcerias para as campanhas, quer da ACT, quer da EU-OSHA.
[RSC]
A maioria dos entrevistados anteriores apontou a falta de feedback do Estado como um dos principais aspetos de melhoria. O que acha sobre isto?
[JER]
Acredito que deveria haver um maior cuidado, quer na prestação das informações, quer até na quantidade, e na própria atualização das informações que disponibilizam.
E esta questão prende-se com o papel inspetivo que o Estado acaba por ter, ao invés do papel preventivo que deveria ter. É necessário haver uma maior colaboração entre as entidades estatais e as empresas, independentemente da dimensão destas e da visibilidade que poderão ou não ter.
[RSC]
Quais os temas que lhe parecem ter mais escassez de conhecimento, onde as faculdades possam investir?
[JER]
Considero que há um percurso formativo muito bom. No entanto, considero também que há um desfasamento entre o saber-saber e o saber-fazer. Ou seja, há bons conhecimentos a nível académico, mas quando se quer transportar isso para a dinâmica empresarial perde-se um pouco. As faculdades deveriam aproximar-se mais das empresas, fomentando programas de “networking”, permitindo que os estudantes do ensino superior, independentemente do grau académico, efetuem estágios curriculares, ou extra curriculares nas empresas.
Isto já é possível, isto já existe, mas dever-se-ia fomentar mais. Desta forma, também conseguimos proporcionar aos estudantes uma gama de oportunidades de formação e contactos com as dinâmicas empresariais.
De seguida, podiam identificar as necessidades das empresas e então levar para as universidades, como áreas a desenvolver e até investigar. Por exemplo, no meu sector, faz falta conhecimento sobre ergonomia e segurança comportamental.
Uma coisa é o conhecimento científico, outra é o conhecimento prático. Nem sempre ambos se coadunam. Se houvesse maior proximidade entre as faculdades e as empresas, as faculdades acabariam por ter maior percepção daquilo que o mercado necessita, direcionando e adaptando a sua formação nesse sentido.
[RSC]
Para finalizar, gostaríamos que deixasse uma mensagem a todos os empresários, gestores, trabalhadores e também aos leitores da revista.
[JER]
Ao nível dos gestores, quer gestão de topo, quer chefias, a mensagem que eu passo é que devem apostar numa política de segurança ativa, com foco na prevenção, percebendo que, claramente, a segurança é um investimento e não é um custo. E que a interiorização deste conceito, transferindo-o e aplicando-o na atividade e objetivos da empresa fará toda a diferença, constituindo até um factor diferenciador.
Relativamente aos colaboradores, aos trabalhadores em geral, a mensagem que eu gostaria de passar é que devem entender a segurança, não só, como uma forma de evitarem os acidentes, de se protegerem a eles próprios e aos outros, como também, uma forma de se manterem aptos, assegurando ao máximo as suas capacidades funcionais e intelectuais, quer sejam ao nível profissional ao pessoal.
A segurança é uma questão diária, que vai além da organização, do nosso trabalho. É um tema que deveria ser parte integrante da nossa vida, em qualquer das áreas do nosso dia-a-dia, nos 365 dias por ano e 24h por dia.
Quanto os leitores, deixo a mensagem da importância de pensarmos nos nossos comportamentos, no dia-a-dia, em tudo aquilo que fazemos. Por exemplo, enquanto peões, numa passadeira com o sinal vermelho, devemos pensar duas vezes e não atravessar ou enquanto condutores, num semáforo amarelo, devemos parar e não acelerar. São estes pequenos comportamentos de segurança, aplicados a todas as áreas da nossa vida, que constroem, dentro de cada um de nós, valores que elevam a cultura de segurança, quer seja com aplicação em casa, na nossa vida pessoal e social, transportando-a naturalmente para a nossa vida profissional.

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Segurança Comportamental

A revista Segurança Comportamental é uma revista técnico-científica, com carácter independente, sendo a única revista em Portugal especializada em comportamentos de segurança.

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