A abordagem Safety I baseada pela gestão de eventos que dão errado, tornou-se desadequada nas organizações atuais, mais complexas, interdependentes e de difícil decomposição. Surge a abordagem Safety II, que gere a segurança através da avaliação, investigação e análise de eventos que dão certo. A gestão do fator humano em Safety I é apresentado como um risco, entretanto, em Safety II é visto como um recurso necessário para a resiliência do sistema. A autora realizou um estudo exploratório, durante o ano de 2019, no setor da aviação, num contexto organizacional sociotécnico onde são aplicadas as abordagens Safety I & Safety II. Entre outras conclusões, a variabilidade não esperada no exercício da atividade é uma realidade, e, as decisões e os ajustes de sucesso realizados pelos trabalhadores para dar resposta a essa variabilidade também. Assim, a autora defende que há necessidade e possibilidade de um equilíbrio complementar, embora independente, entre a abordagem Safety I & Safety II, que ela designa por Safety III. No fim do artigo, são identificadas algumas práticas que concretizam este equilíbrio.

SUMÁRIO

SEGURANÇA COMPORTAMENTAL NA SOCIEDADE

07 | TECNOLOGIAS
Utilização excessiva do smartphone: implicações para os indivíduos pela não recuperação.
Sónia P. Gonçalves

SEGURANÇA COMPORTAMENTAL NO TRABALHO

12 | AVIAÇÃO
Fator humano – complementaridade e independência entre Safety I & Safety II resulta em Safety III.
Natividade Gomes Augusto

23 | CONSTRUÇÃO CIVIL
Riscos psicossociais: estudo de caso no setor da construção.
João Sequeira & João Areosa

CONSIDERAÇÕES TEÓRICO-PRÁTICAS

36 | CONFIABILIDADE HUMANA E COMPORTAMENTOS
Ergonomia cognitiva: confiabilidade humana e comportamentos seguros. Reflexão sobre o programa de capacitação em ergonomia cognitiva com foco na confiabilidade humana.
Claudia Olläy & Flavio Kanazawa

46 | GAMIFICAÇÃO
Gamificação como técnica de aprendizagem em segurança no trabalho.
Cláudio César Pontes

53 | EMERGÊNCIA E COMPORTAMENTOS
Gestão da emergência e mudança comportamental. Avaliação de exercícios; Implementação de medidas corretivas.
José Goulão Marques

A metodologia 6S é uma abordagem sistemática de organização do trabalho e de goodhousekeeping é aplicada à produção de produtos e serviços de qualidade, sempre de forma segura. Para potencializar os resultados da metodologia 6S é obrigatório que haja a integração dos conceitos, princípios e ferramentas BBS. Foca primeiramente as condições e organização de trabalho e numa etapa seguinte o fator humano. Para cada regra deve haver pelos menos um comportamento alvo definido, no entanto, a quantidade de comportamentos alvo a monitorizar deve ser bem menor do que a quantidade de regras a implementar. O sistema de informação, comunicação, instrução e coaching deve acompanhar a implementação destas metodologias.

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É complicado compreender as recompensas de se trabalhar com segurança e com confiabilidade (Behavior-Based Reliability), já que estamos a trabalhar para não ocorrer nada, não ocorrer lesões, não ocorrer acidentes. Qualquer organização que pretenda evoluir no seu desempenho e construir a sua sustentabilidade, deve esforçar-se para reduzir os acidentes, especialmente através do potencial da falha humana. Deve ser desenvolvido um programa específico para tratar as violações, associado ao organismo vivo cognitivo, emotivo e relacional, característico daquele contexto. Há várias soluções aplicadas aos vários tipos de violações: rotineiras, optimizadoras, situacionais e excepcionais.

Lean Behavior-Based Safety é uma abordagem aprimorada de melhoria do sistema de segurança do trabalho, baseada em comportamentos, utilizando a redução do desperdício, reduzindo ou eliminando custos e tempo. Esta abordagem decorre da experiência prática de quase uma década da PROATIVO, Instituto Português, em implementação de programas BBS e pode estar focada no processo puro de gestão (ex: integração sistémica, tipo de lista de verificação, incorporação da linha de alarme de segurança-comportamental, condução de diálogos preventivos de segurança, gestão consequências PIC/NIC e formação & coaching), assim como, na gestão do contexto cultural (ex: thinking people system, líderes lean, gestão de hábitos e trabalhadores como motor).

A intervenção em riscos psicossociais tanto de cariz organizacional como comportamental deverá ser focada ao nível dos fatores de exposição, já que é aqui que se situam as causas das causas.

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Segurança Comportamental

A revista Segurança Comportamental é uma revista técnico-científica, com carácter independente, sendo a única revista em Portugal especializada em comportamentos de segurança.

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